21 junho 2015

Incertezas...



Vá embora!
E mesmo que meu coração implore pra que você fique, por favor, vá!
Mesmo querendo ser parte da sua história, não quero mais saber dos teus dias. Mesmo querendo tua presença o que eu preciso de verdade é sua ausência, preciso pra enxergar melhor minha própria vida, preciso pra sair desses dias nublados que você trás, preciso porque eu te quero e você não sabe mais me querer,  preciso porque suas dores são as suas dores e não as minhas, preciso porque toda  essa bagunça tem me feito mal.
Eu não quero acalmar teu coração, eu quero fazê- lo tremer, eu não quero te dar meu colo, eu quero te dar meu corpo, eu não quero ser sua amiga, eu quero ser o teu desejo.
Essas vontades desconexas é feito uma gripe mal curada, as vezes conseguimos disfarçar, as vezes fica gritando no rosto da gente o quão incomodo tem sido.
Esperava por uma paixão dolosa, com intenção total de entrega e cumplicidade, uma estrada de mão dupla, uma equação simples, eu te querendo e você me querendo também, nada mais que isso.
E o que fazer quando pouco a pouco as coisas perdem o seu real sentido? O que era pra ser vermelho e quente, torná-se um frio lilás, o que era pra ser um apetite voraz, torná-se um chá no fim da tarde...
Quase fomos, valeu a tentativa, e entre uma lembrança e outra a vida se encarregará de colocar cada coisa em seu lugar, você ai sem mim, e eu aqui sem você....e uma multidão de incertezas.

                                                                        
 (Valéria Medeiros.)





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